quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

É tempo de estrada!

É tempo de estrada! E o coração chega a doer de tanta beleza.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Generosidade para intolerância

Eu ando bem triste com tanta intolerância que tenho visto nas ruas e, especialmente, na internet. Parece que virou piegas fazer o bem e ser uma pessoa generosa, haja vista tantas declarações reacionárias e conservadoras, tanta falta de respeito com as pessoas.

Mas contrariando as palavras do meu amigo Camis, eu não vou reclamar, vou mostrar apenas duas respostas bonitas pra tudo isso.

Bom humor, generosidade, respeito e alegria, sempre!

Video do dia: Comentários na Internet from Chico Buarque: Bastidores on Vimeo.



segunda-feira, 20 de junho de 2011

Sobre vida e fotografia*

Oi, meu nome é Val, eu sou fotógrafa, mas também sou filha, namorada, amiga, amante, dançarina, eu sou mil possíveis em mim. Não, eu não fotografei hoje, nem fotografei ontem. E isso muito me entristece. E amanhã eu também não vou fotografar, mas vou derramar um pouquinho do meu amor pela vida e pela fotografia em olhinhos bem atentos. Prometo, apenas, viver e fotografar para dizer o que eu penso, o que eu sinto. Para esvaziar o tanto que existe dentro de mim e que chega a transbordar. Juro, que vou tentar não deixar que a rotina do trabalho me impeça de fotografar o que vejo e que a mediocridade do mundo não me impeça de continuar dizendo o que acredito.

* isso é uma pequena reflexão sobre o texto Fotografia ou fotografias.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Esses vídeos me lembraram de esquecer o que não é importante...

EU MAIOR - entrevista com Araquém Alcântara

EU MAIOR - entrevista com Monja Coen

EU MAIOR - entrevista com Professor Hermógenes

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Retrocesso

Hoje eu acordei meio indignada, me sentindo mesmo enganada. Sabe essas mentiras que contam pra gente que nos deixam com cara de besta?
Durante quase um ano acompanhei o trabalho feito pela Fundarpe, que até a gestão anterior do governo de Pernambuco, ditava a política cultural do estado. Vi muita coisa bonita sendo feita no interior do estado, tive o privilégio de ver de perto como isso tocava a vida das pessoas. Discordei de muita coisa, aprendi um tanto, mas principalmente, aprendi a respeitar a política cultural de um estado que se propunha, entre tantas outras coisas, o respeito pelo popular.
E hoje, quando vi a programação do carnaval foi impossível não ficar chocada com o retrocesso! Não foi pra isso que votei no governador Eduardo Campos!
Pernambuco é, entre outras coisas, um estado violento e machista. E o que é que as músicas da maioria dessas bandas escolhidas para a programação do carnaval incitam? Desenvolvimento econômico não é nossa única necessidade. Ainda precisa dizer que é necessário investir em educação e que arte educa enquanto arte? Precisa!

Copio aqui um email que recebi hoje, escrito por Guitinho da Xambá


Gente,


Lembro-me bem do slogan utilizado na campanha do atual Governo de Pernambuco,“ É DAQUI PARA MELHOR”. Ao analisar e ver a grade de atrações das cidades polos do Carnaval de Pernambuco podemos pensar que para a nossa rica cultura o lema será “ É DAQUI PARA PIOR”.
Mas para mim será daqui para pior se adotarmos uma postura de silêncio e omissão a todo esse retrocesso. Pois o pensamento da EMPETUR vai totalmente de encontro à política nacional que foi implantada em nosso país pelo Governo Lula em amplo diálogo com a sociedade civil e as comunidades culturais, Terreiros, Quilombos, Tribos indígenas, Ciganos, Blocos, agremiações de todas as linguagens culturais desse país.
O que percebemos é que o Governo repassou o comando do Carnaval para a Empetur, não por ser competência da Empresa de Turismo realizar o Carnaval, mas para atender aos “donos dos currais eleitorais de Pernambuco”, que precisam alimentar suas prefeituras para as eleições de 2012.
O que iremos assistir nesse Carnaval é a implantação de uma política de “prostituição cultural e bestalização do nosso povo”, com uma música chula, de baixo nível, apelativa e que só faz cada vez mais aprofundar ainda mais a não construção de um pensamento crítico da nossa sociedade e desvalorização das suas raízes.
Sem falar nos altos cachês que esses grupos estão recebendo. E o secretário de Turismo ainda convoca a Imprensa para dizer que foi respeitada a grade enviada pela Fundarpe, dos artistas e grupos que se inscreveram no Edital do Carnaval. Ainda teve a ousadia de dizer que 80% dos contratados representam o Estado de Pernambuco.
Todos os problemas que ocorreram na gestão passada da Fundarpe, foram problemas naturais de qualquer gestão, principalmente de uma gestão que tem a coragem de revelar e colocar os artistas que vivem na ponta para serem valorizados e serem as grandes atrações dos ciclos festivos de Pernambuco, uma valorização que vai desde o tratamento com os grupos e artistas, cachês dignos, etc... Além de uma construção de uma pauta política e uma agenda cultural para todo o Estado, conectada com a Educação cultural do nosso povo, com diversas redes e segmentos da população. Portanto, essa atitude do Governo de Pernambuco demonstra um desrespeito não só com seus desafetos e adversários políticos, mas sim com a cultura popular que faz a identidade desse povo e que os políticos tanto enchem a boca para dizerem que nosso Estado é multicultural. Só não valorizam!
É isso, gente! Vamos à luta e tentar resgatar o que construímos nesses últimos anos. Porque senão “É DAQUI PRA PIOR”

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Podia ficar olhando pra sempre


Foto Gui Mohallem

O olhando pra sempre foi uma ideia da fotógrafa Priscilla Buhr e a partir de hoje ganhou uma nova morada. Mas essa foto me tocou tanto que eu resolvi postar o texto que escrevi pro 7 aqui também:

Podia ficar olhando pra sempre essa foto de Gui Mohallem

Gosto quando uma fotografia me leva para passear. Me pega pela mão e me diz coisas, baixinho, ao pé do ouvido. E foi isso que esta foto do Gui Mohallem fez comigo.

A simplicidade dessa imagem me encanta. Na verdade, me sinto sua cúmplice. Partilho com ela segredos que todo mundo sabe, volto pra casa, volto pra dentro mim. Sinto o desconforto do mundo, a loucura e a aridez das pessoas. Caminho. Caminho junto com ele. E como disse tão bem o curador Gabriel Bogossian, minha recompensa é a alegria do retorno.